Dicas para Autorreciclagem

8 Fatos Sobre a Descoberta da sua Vocação que Você Precisa Conhecer

A descoberta da Vocação Pessoal deveria ser uma das mais importantes pautas dentro da pedagogia tradicional, jamais um evento raro patrocinado pelo mais absoluto acaso...
8 Fatos Sobre a Descoberta da sua Vocação que Você Precisa Conhecer

Lembre-se sempre de que, a descoberta de uma vocação não cai do céu, mas é construída em terra, com muito esforço pessoal, quando voltamos nossos olhos para o chão...

Depois de descoberta, qual a melhor forma de potencializar uma vocação?

Lembre-se sempre de que, não existe exercício vocacional sem o respectivo indivíduo. Isso significa que a qualidade do estado emocional e psicológico desse mesmo indivíduo são partes inseparáveis desse processo.

Ou seja, descobrir quais são os traços comportamentais falhos assim como estar conscientes dos fortes são condições imprescindíveis. A eliminação ou ajuste das falhas qualifica a cognição, e nesse caso, estar consciente dos traços fortes reduz dramaticamente o tempo dessa reciclagem.

Corrigidas as falhas ou carências pessoais, o caminho para a potencialização da vocação ocorrerá com mais naturalidade, mas nunca sem esforço. O esforço pessoal é uma condição inegociável, e sem ele, além da vocação não resistir às forças contrárias prescritas pela mesologia, jamais ganhará qualidade.

Qual a diferença entre a criatividade tradicional e aquela que aflora a partir da vocação?

A resolução de problemas, dentro da atual pedagogia, se tornou o principal objetivo existencial do homem. E a existência desses mesmos problemas é uma evidência incontestável de que há um crônico estado de carência em todos os nichos de uma sociedade que é claramente patológica. E há também os conflitos emocionais, ou nos relacionamentos, sem contar as intermináveis divergências humanas, que como pragas virais mutantes parecem resistir ao tempo.

No modo tradicional, os problemas corriqueiros ou mais complexos são tratados segundo protocolos ou gabaritos já homologados pelo sistema a partir de respostas prontas, emendas ou costuras mal feitas, tiradas de uma tradição secular já fossilizada, onde a erradicação de problemas nunca foi uma prioridade. E cada uma dessas intervenções mais se assemelha a aplicações de curativos já contaminados, que além de não erradicar a doença, ainda agravam o estado de saúde do paciente.

No modo criativo, o verdadeiro, aquele praticado por vocação, os problemas são eliminados definitivamente da pauta do portador. No entanto, não são raros os casos onde a mesma resposta criativa aplicada a um problema pessoal acaba por beneficiar toda uma comunidade ou nação. Lembre-se, nesse caso, não é remendo, e sim solução; trata-se de um ato cirúrgico radical.

Qual deveria ser o papel da escola na descoberta da nossa vocação?

De fato, a descoberta da vocação deveria ser uma disciplina curricular como outra qualquer; talvez a mais importante dentro da proposta pedagógica tradicional. Imagine que nossa realização profissional ou pessoal dependa dessa descoberta. Por que não se investe seriamente nesse processo cognitivo é um verdadeiro mistério.

Mas, talvez a resposta esteja na incompetência, tanto das instituições, quanto dos educadores, uma vez que em sua maioria não exercem seu magistério por vocação, logo, conhecem muito pouco ou nada sobre o assunto.

No entanto, a escola deveria ser o ambiente ideal para a investigação desse importante atributo comportamental ou talento. Afinal de contas, voluntariamente ou não, todos os dias, lá estarão os alunos a disposição dos docentes, uma vez que a sala de aula teoricamente seria o local apropriado ao estudo e exploração dos processos idiossincrásicos e cognitivos. Isso se aplicaria, caso fosse esta a prática educacional corrente; mas sabemos que não é.

Ali não se estuda ou se discute nada relacionado ao viver. Em contrapartida, o conteúdo de livros, a maioria inúteis e indigestos, é jogado dentro dos cérebros dos alunos. Os alunos absorvem tudo aquilo sem saber que utilidade em suas vidas todo aquele acervo insalubre terá. É a pedagogia do retrocesso cognitivo criando mais exclusões que inclusões; mais deformações que correções; patrocinando a incompetência e destruindo proficiência.

Qual o papel dos pais na descoberta ou Potencialização de nossa Vocação?

Pela lógica deveriam ser os maiores incentivadores, se tivessem olhos para mais alguém além de si mesmos. Estão atarefados demais com assuntos pessoais, e estudar a predisposição inata dos filhos, por regra, é um item que não faz parte sequer das suas prioridades secundárias. Por isso sempre terceirizam a tarefa.

Mas, caso tenham interesse, poderiam começar estudando porque as crianças têm preferências por algumas atividades e rejeitam outras. A descoberta da vocação é um exercício diário de motivação, quando reforçamos os interesses autênticos de nossos filhos com esclarecimentos, suporte, e acima de tudo incentivo.

E ao invés de repreender a criança nos casos onde ela se opõe a aceitação de nossos gostos e predileções, reforçaríamos sua autoestima e autodidatismo, deixando-a livre para criar vínculos mais consistentes com suas próprias inclinações. Mas sempre acompanhando tudo de perto para evitar os excessos, desvios, acidentes de percurso ou a indesejável infiltração de hábitos patológicos.